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Não teve a mesma sorte

Jovem que sobreviveu a ataque em Las Vegas, morre durante tiroteio em bar na Califórnia

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Foto: Reprodução Facebook

THOUSAND OAKS — Quando um atirador abriu fogo do alto de um hotel cassino contra a plateia de um festival country em Las Vegas, no ano passado, Telemachus Orfanos, de alguma forma, conseguiu escapar. Nesta quinta-feira, um ex-fuzileiro naval disparou contra frequentadores de uma festa do mesmo estilo musical em Thousand Oaks, na Califórnia. Orfanos não voltou mais para casa. A mãe do americano de 27 anos confirmou a perda do filho à imprensa americana. Susan Orfanos diz não querer orações. Ela quer controle de armas nos Estados Unidos.

"Meu filho estava em Las Vegas com vários amigos, e ele voltou para casa. Ele não voltou na noite passada, e eu não quero orações. Eu não quero que me enviem pensamentos [de solidariedade]. Eu quero controle de armas, e eu peço a Deus que ninguém me mande mais orações. Eu quero controle de armas", destacou Susan em entrevista à rede ABC News.

Ao "New York Times", ela repetiu o apelo "para que ninguém mais precise passar" por uma tragédia do tipo. David Long, um ex-fuzileiro naval de 28 anos, matou 12 pessoas no bar Borderline, na cidade da Califórnia, e se suicidou em seguida. Segundo as autoridades, o atirador portava uma só arma, uma Glock 21, comprada legalmente.

Criado em Thousand Oaks, Telemachus serviu na Marinha Americana. Em 2010, contou no Facebook que havia acabado de assinar o contrato. Em 2011, postou que seria "livre e jovem para sempre" e passou a publicar relatos de viagens, como uma ida ao Havaí. Ele trabalhava desde 2017 em uma concessionária de carros da cidade. Em abril, ele foi marcado em evento no Facebook que pretendia reunir sobreviventes do ataque de Las Vegas no bar Borderline.Em sua página na rede social, Telemachus costumava publicar fotos ao lado de amigos e em cenários tipicamente americanos.

Uma das fotos mostra o americano com camiseta e boné dos Los Angeles Dodgers, tradicional time de baseball da Califórnia. A mesma foto, em julho deste ano, foi decorado por ele com a palavra "freedom" (liberdade) nas cores da bandeira do país. Em 11 de setembro, prestou homenagem às vítimas do ataque ao World Trade Center. "17 anos depois, nós nos lembramos", lê-se em frase acoplada à sua foto de perfil.

Música country e cerveja animavam a noite no bar, que recebia um evento universitário na madrugada de quinta-feira. O jogo dos Los Angeles Lakers passava na televisão. Alguns dos presentes, fãs do estilo musical, haviam sobrevivido ao ataque armado de Stephen Paddock, que se matou depois de perpetrar o maior massacre a tiros da História moderna dos Estados Unidos. Eles haviam presenciado a cena de caos, que deixou 58 mortos em Las Vegas, no estado de Nevada, e encontrado seu nicho nas atrações do Borderline. Parte do grupo, a partir de quinta-feira, passou a ser sobrevivente de duas tragédias.

"É a segunda vez em um ano e meio que isso acontece. Eu estava no (festival country) Las Vegas Route 91 como provavelmente 50 ou 60 pessoas que estavam no Borderline, como eu, esta noite", destacou o personal trainer Nicholas Champion, que postou uma foto no Facebook de sobreviventes de Vegas no Borderline, em abril.

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