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Economia

Bolsonaro ainda não procurou Trump, diz chanceler brasileiro

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BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - O ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, afirmou no fim da tarde desta segunda-feira (2) que o presidente Jair Bolsonaro ainda não ligou para o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para discutir a ampliação de tarifas sobre aço e alumínio produzidos no Brasil.

O chanceler confirmou que, até o momento, a informação que o governo brasileiro dispõe está limitada à publicação feita no Twitter nesta segunda pelo presidente americano.

“É, por enquanto sim, estamos conversando com várias autoridades lá para entender mais os detalhes da medida”, disse. “Por enquanto não [terá ligação de Bolsonaro para Trump]. Por enquanto, estamos no nível técnico, está nesse nível de entender a medida”.

Na manhã desta segunda, Bolsonaro afirmou que, se for preciso, telefonará para Trump para encontrar uma solução para a ameaça de retomada das tarifas.

Ao anunciar a decisão, Trump disse que Brasil e Argentina desvalorizaram fortemente suas moedas.

Estratégia do governo seria fazer contatos com autoridades americanas e tentar reverter a medida de forma discreta - Brendan Smialowski - 19.mar.2019/AFP

Na entrada do Palácio da Alvorada, após o anúncio, Bolsonaro disse que trataria o assunto na tarde desta segunda com o ministro da Economia, Paulo Guedes, e ressaltou que tem um “canal aberto” com Trump.

De acordo com Ernesto Araújo, a decisão não gera atrito na relação entre Brasil e Estados Unidos. “Essa medida não nos preocupa e não nos tira desse trilho rumo a uma relação mais profunda”, afirmou.

O ministro ressaltou que o país vai buscar uma solução por meio do diálogo. Não está no radar do governo, até o momento, uma retaliação aos Estados Unidos.

Ao retornar ao Palácio da Alvorada no início da noite desta segunda, Bolsonaro foi questionado sobre o tema por jornalistas, mas não deu detalhes sobre o assunto.

Disse apenas que Guedes "está ligando a uma hora dessas", sem especificar com quem o ministro mantém contato.

Na manhã desta segunda, Guedes tratou do tema em conversa com o encarregado de negócios da embaixada dos EUA em Brasília, William Popp.

Em nota, a missão diplomática dos EUA disse que o país "conduzirá as suas relações comerciais com o mundo na base da equidade e reciprocidade".

"O Brasil e os EUA compartilham uma relação comercial significante e em expansão, que promove a prosperidade em ambos países", disse a embaixada.

"Nós fortaleceremos nossos laços comerciais e construiremos a nossa relação comercial, que é grande e está crescendo, em fundações de valores compartilhados, incluindo a equidade", conclui a nota.

O porta-voz da Presidência, Otávio Rêgo Barros, afirmou que o presidente ainda não ligou para Trump por estar esperando mais informações. "Ele tem a afinidade e a capacidade de estabelecer o diálogo direto com o presidente Trump. No momento, não é esta a decisão do nosso presidente", disse. "Ele está por meio do Ministério da Economia fazendo com que as nossas posições sejam discutidas entre os dois países."

Questionado sobre o porquê, o porta-voz afirmou que um contato nesta segunda seria "intempestivo".

"Nós precisamos entender exatamente quais são os impactos da medida aplicada pelo governo americano", afirmou. "Seria intempestivo da parte do presidente ainda sem conhecer todos os dados efetivar uma ligação, que claramente seria completada, em tempo inapropriado em face do desconhecimento profundo do tema."

Rêgo Barros disse que o governo falará por meio dos técnicos da Economia sobre a desvalorização do real citada por Trump no Twitter, mas não deu detalhes sobre o assunto.

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