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'Vamos capturar, e não mais liberar imigrantes ilegais', diz Trump

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WASHINGTON - Definindo a aproximação de uma caravana de imigrantes centro-americanos aos Estados Unidos como "uma invasão", o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou nesta quinta-feira que está finalizando um plano para ampliar as exigências aos solicitantes de asilo no país. A cinco dias das eleições legislativas, ele disse em entrevista coletiva à imprensa na Casa Branca que os imigrantes que não chegarem ao país por portas de entrada legais não terão sequer o direito de fazer a solicitação de asilo.

— Vamos capturar, e não mais liberar imigrantes ilegais — disse Trump, reiterando que há atualmente um "abuso do sistema de asilo dos Estados Unidos". — Não temos escolha. Vai ficar cada vez mais difícil para as pessoas entrarem em nosso país. Em um ano vocês verão a diferença.

A caravana de migrantes centro-americanos que, via México, vêm caminhando rumo à fronteira dos EUA foi classificada pelo presidente como "uma invasão", que "será contida já na fronteira". Ele acrescentou que "se uma caravana for autorizada a entrar, outras vão se encorajar" e citou outros dois grupos que começaram agora seu périplo até os Estados Unidos.

Trump já havia dito na quarta-feira que os Estados Unidos poderiam enviar até 15 mil militares para a fronteira para confrontar uma caravana de migrantes, mais de duas vezes o número anteriormente divulgado pelas autoridades de Defesa.

Seja em comícios, seja no Twitter, o presidente americano vem usando as notícias das caravanas de migrantes que rumam para o país como pauta de campanha, na tentativa de levar mais eleitores republicanos às urnas. Na entrevista desta quinta-feira, ele, que já havia anunciado o envio de tropas às fronteira sul dos EUA, sugeriu que os soldados americanos na fronteira poderiam disparar contra um migrante da caravana "se ele atirasse pedras" nas forças de segurança.  

Questionado por repórteres especificamente sobre a possibilidade de os soldados atirarem contra as caravanas, Trump disse que "não espera" que isso aconteça.

— Mas qualquer um atirando pedras será considerado alguém usando uma arma de fogo, porque não há muita diferença quando você é atingido no rosto por uma pedra — completou.

O presidente não divulgou detalhes sobre seu novo plano para os solicitantes de asilo. De acordo com um assessor da Casa Branca, o governo tentará exigir que os migrantes peçam asilo nos pontos legais de entrada, impedindo que reivindiquem-no se forem pegos cruzando a fronteira ilegalmente. Atualmente, qualquer imigrante nos EUA pode se candidatar a asilo, independentemente se entrou no país por uma porta considerada legal.

— Aqueles que escolherem quebrar as nossas leis e entrarem ilegalmente não vão mais poder usar pedidos não merecidos para ganhar admissão automática em nosso país — disse Trump.

Ele afirmou ainda que assinaria uma ordem executiva relacionada à imigração na próxima semana, mas não especificou se ela tratará também do fim ao direito à cidadania automática concedida a filhos que nasçam em solo americano.

Nesta semana, ele tem insistido que poderá mudar a 14ª Emenda da Constituição americana, que trata do chamado "direito de solo", para dar fim à cidadania automática americana. Suas afirmações sobre isso ressoam como uma resposta às grávidas na caravana de centro-americanos que desejam que seus filhos nasçam nos EUA para obter o direito à cidadania. Críticos, juristas e até correligionários, no entanto, dizem que a mudança na emenda seria ilegal.

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